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quinta-feira, 1 de setembro de 2011





DEUSES , SEMIDEUSES E SANTOS



          “Ao anjo da igreja de Pérgamo escreve: isto diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes: Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás” (Apocalipse 2:12-13)


          A expressão “onde está o trono de Satanás”, de Apocalipse 2:13, tem a relação com a transferência da sede do “culto babilônico” da Babilônia para Pérgamo, fato ocorrido quando os sacerdotes daquele infame sistema religioso fugiram dos conquistadores persas. Pelos arquivos da história é possível estabelecer conexão entre a antiga Babilônica e a igreja romana.
         
          “Pérgamo”, significa casamento, e a carta de Jesus destinado a essa cidade retrata uma igreja casada com o mundo. Quando Constantino uniu a igreja ao Estado e ofereceu toda sorte de incentivos para que qualquer pessoa a intergrasse independentemente de sua condição espiritual, seu propósito era mais político do que religioso. Se conseguisse unir seus súditos pagãos e cristãos em um único povo, ele consolidaria o seu caráter império. Este foi o começo de uma grande mudança. A igreja perdeu seu caráter peregrino e casou-se com o mundo. Embora alguns ainda acreditem que tal união em um único era da vontade de Deus e significou uma vitória para os cristãos, na verdade o que prevaleceu foi à vontade do inimigo, pois o cristianismo sofreu grande revés, e sua oposição se fortaleceu.

A “ÁRVORE DE MOSTARDA”


          A parábola do grão de mostarda lança alguma luz sobre esse particular período da igreja. “O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Embora seja a mais pequena de todas as sementes, contudo, quando cresce, é maior o que as hortaliças, e se transforma em árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos” (Mateus 13:31-32).

          Notemos alguns fatos interessantes nesta parábola. O “reino dos céus” não é a igreja, mas a cristandade. A “mostarda” é uma “hortaliça” cultivada, cuja semente é usada como condimento. A planta também cresce no campo, atingindo altura superior a dois metros. Para se obter os melhores resultados, a planta deve ser cultivada em uma horta.

          A semente de mostarda semeada no “campo” (o mundo), e não na horta ou no jardim, produziu uma planta em estado selvagem a ponto de não mais ser conhecida como “hortaliça”, mas como “árvore”. A semente não havia sido reproduzida de acordo com a sua própria natureza de humilde “hortaliça”, mas se tornara uma vaidosa árvore, uma “monstruosidade”,na qual as aves do céu vinham aninhar-se.

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